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    July 14

    The Kuru field of justice

    Kuru é o nome local da Doença de Creutzfeldt-Jakob clássica. Ocorreu como que uma epidemia nas décadas de 1950 e 1960 entre pessoas os papuas, nativos da Nova Guiné. Descobriu-se que a causa próxima era a prática de canibalismo ritual. Apresentando os sintomas da DCJ, essa doença vitimava principalmente mulheres e crianças, as pessoas que ingeriam cerimonialmente o cérebro de seus familiares mortos, em um ritual de luto. Este canibalismo ritual foi apontado como o mecanismo de transmissão de príons na doença, que ficou conhecida como Kuru. A descoberta desta forma ritual de transmissão rendeu ao pesquisador Carleton Gajdusek o Prêmio Nobel de Medicina, no ano de 1976.

    April 25

    embriaga-te

    Devemos andar sempre bebedos.

    É a unica solucao.

    Para nao sentires o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros e te verga ao encontro da terra, deves embriagar-te sem cessar.

    Com vinho, com poesia, ou com a virtude.

    Escolhe tu, mas embriaga-te.

    E se alguma vez, nos degraus de um palacio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relogio, a tudo o que passou, a tudo o que murmura, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Com Vinho, com Poesia ou com a Virtude".

    C. Baudelaire

    April 13

    pag. 257

       Um!

    Homem, ouve!

       Dois!

    Que diz a Meia-noite com a sua voz grave?

       Três!

    "Eu estava mergulhada no sono;

       Quatro!

    De um profundo sono despertei.

       Cinco!

    O universo é profundo, profundo,

       Seis!

    Mais do que o Dia imagina.

       Sete!

    Profunda, decerto, é a sua dor,

       Oito!

    Mais profunda a sua alegria.

       Nove!

    A dor diz: "Passa e perece!"

       Dez!

    Mas a alegria quer a eternidade,

       Onze!

    Quer a profunda eternidade!"

       Doze!

     

     

    Nietzche "Assim falava Zaratustra"

    "Os happenings introduziram na arte um elemento que ninguém tinha colocado: o aborrecimento. Na pintura não se pode representar o aborrecimento. Fazer uma coisa para aborrecer as pessoas que estão a ver, nunca tinha pensado nisso! E é uma pena porque é uma bela ideia. No fundo, é a mesma ideia do silêncio de John Cage, em música; ninguém tinha pensado nisso."

    Marcel Duchamp, Engenheiro do tempo perdido, Assírio&Alvim,1990
    April 12

    Soneto

    Sábia fonte antiga

    Desprezada pelo momento

    Numa tenda de circo caída

    Bestas à solta em movimento

     

    Minha breve alegria

    Desfile de ambiguidade humana

    Ferida aberta em agonia

    Cobaia à solta em jaula mundana

     

    Já me olhas diferente

    O que falhei já esqueces?

    Relógio morto em hora ardente

     

    Enigma, o que mereces

    Funeral digno de gente

    Por uma vez finge que me conheces

     

    March 29

    no que pensa?

    a velha toca com a bengala na perna dos dançarinos...
    -"Mexam-se!"
    No que ela pensa?
    No que passou?
     
    Não, apenas quer distração.

    Prólogo

    Surge uma inpiração
    uma forma de me dar a conhecer
    surge magia
    apenas escrevo uma fórmula
    as palavras voam
    o ritmo aumenta
    como um tambor desenfreado
    preso por entre as mãos
    num momento de oração
    obrigado por tudo meus amigos
     
     
     
    (foto-catarina)
    March 26

    parte de "existir"

     


    Quando o sonho acaba                           

    Quem vai esquecer                                  

                     Os nossos pecados?

     (...)

     

     

    Estranhas criaturas crescem

                  Num lindo espectáculo de voyers

     

    (...)

                Vai devagar…

    Não vá o monstro acordar

    (...)

     

     

     

    Que me nasçam asas de anjo

    Onde agora estão os meus

    Cruéis ombros de ninguém